O poder de compra que mais caiu na região foi o da Argentina

De acordo com um relatório elaborado pelo Observatório de Políticas Públicas da Universidade Nacional de Avellaneda, constatou-se que a Argentina desde a chegada do governo de Mauricio Macri caiu 6,1%.

FONTE: Diario Registrado

O relatório elaborado pelo Observatório de Políticas Públicas da Universidade Nacional de Avellaneda (Undav) diz que “a Argentina é o país da região com a maior deterioração do poder de compra do salário mínimo nos últimos 2 anos”. Isto se deve, como explicam os pesquisadores,  ao aumento dos preços seguido de uma deterioração da receita das famílias.

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Infografía UNDAV

O estudo também informa que dos sete países da América Latina pesquisados – Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia e Peru – apenas quatro deles “verificaram a deterioração do poder de compra no período estudado. Especificamente Argentina (-7,2%), o Brasil (-4,7%), o Paraguai (-4,3%) e o Peru (-2,9%) apresentaram uma diminuição na capacidade de aquisição do salário mínimo entre 2015 e 2016 “.

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Também analisaram os aumentos dos preços dos combustíveis, onde a Argentina depois de atrelar o preço do petróleo aos preços de mercado que “em comparação com o resto dos países, o processo que foi verificado há uma deterioração substancial na posição regional relativa. Assim,  em um ano o país governado por Macri passou a ter um dos preços dos combustíveis mais altos na região, apenas por trás do Uruguai e em níveis semelhantes aos do Brasil e do Chile”.

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Finalmente, o relatório foca no aumento dos serviços públicos, especialmente a eletricidade, que gerou uma queda acentuada nos salários reais, já que o país até dois anos tinha o preço mais barato na região, porém com a chegada de Juan José Aranguren (Ministro da energia, ex-presidente da Shell argentina) e a remoção de subsídios, o Estado poupou dinheiro de forma considerável, mas, como aponta a pesquisa, “o país vem perdendo posições em relação à qualidade de vida dos cidadãos (através da redução salarial real) e viu deteriorar-se também a competitividade do seu setor produtivo, devido ao aumento dos custos de produção que  significaram déficits comerciais recordes com os países da região.

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