A dívida argentina continua a crescer: o governo emitiu novas obrigações em pesos e dólares

O ministro das Finanças, Luis Caputo, emitiu títulos públicos (Letras del Tesoro) em duas séries por valor de 500 milhões de dólares cada, além de lançar títulos em pesos por mais 100 bilhões. A emissão de dívidas nos dois primeiros anos do governo de Cambiemos colocou o país entre os mais endividados do mundo.

FONTE: Política Argentina

Na manhã  do dia 7 o Ministério das Finanças ampliou a emissão de Letras do Tesouro em dólares por um valor de 500 milhões, e emitiu uma nova série por mais 500 milhões de dólares. No mesmo dia lançou títulos em pesos por mais 100 bilhões. Nos dois primeiros anos de administração de Mauricio Macri, as emissões de dívida em moeda local e estrangeira chegaram a 121,58 bilhões de dólares, uma quantia extraordinária destinada em mais de 80 por cento a financiar a fuga de capitais.

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Ministro das Finanças Luis Caputo

Conforme detalhado na resolução 16 publicada  no Diário Oficial, o Governo decidiu ampliar a emissão de Letras do Tesouro em dólares com vencimento em 24 de agosto de 2018, originalmente emitido em 22 de maio de 2017, por um valor nominal de 500 milhões de dólares. Além disso, foi realizada nova emissão de títulos do Tesouro em dólares com vencimento em 8 de fevereiro de 2019 por mais 500 milhões de dólares.

Por outro lado, o Ministério das Finanças ordenou a emissão de Títulos da Nação Argentina em pesos com vencimento em um ano, por um montante de até 100 bilhões de pesos. Eles serão emitidos com data de 9 de fevereiro de 2018 e expirarão em 8 de fevereiro de 2019. A colocação será realizada em uma ou mais parcelas, de acordo com a legislação argentina e amortização integral no vencimento.

Conforme relatado pelo Observatório da Dívida Externa da Universidade Metropolitana dos Trabalhadores (UMET), desde o início da gestão macrista, apenas o Tesouro Nacional emitiu dívida externa nova por um total de 61.66 bilhões de dólares, equivalente a mais do que 10% do PIB argentino. Desse total, 75 por cento destinaram-se a financiar a saída de capitais para atividades como o turismo e principalmente a especulação financeira.

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