O governo prepara a intervenção das Forças Armadas na segurança interna

O governo nacional finalmente avançará com a intervenção das forças armadas em questões de segurança interna, um sonho antigo da linha dura do macrismo que já leva dois anos estudando alternativas.

FONTE: Tiempo Argentino

O governo nacional finalmente avançará com a intervenção das forças armadas em questões de segurança interna, um sonho antigo da linha dura do macrismo que já leva dois anos estudando alternativas.

Por pedido explícito do presidente Mauricio Macri, o Ministério da Defesa vai criar uma Força de Deslocamento Rápido (FDR) para que as três forças armadas forneçam apoio logístico ao Ministério da Segurança em casos de narcotráfico, cuidado dos recursos naturais e “o avanço dos grupos violentos mapuches (aborígenes da Patagônia) extremistas “, de acordo com o site  Infobae.

Para contornar a proibição da Lei de Defesa e Segurança Interna, que impede tais tarefas, a intervenção das Forças Armadas vai inicialmente prestar apoio logístico nas operações que realizam a Prefectura,  a Gendarmaría (duas força militarizadas) e a Polícia de Segurança Aeroportuária.

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Ministro da Defesa Oscar Aguad

De acordo com o portal Infobae, o ministro da Defesa Oscar Aguad já começou a desenvolver o plano e equipará essa nova força com novos helicópteros, caminhões de brigada, armamento moderno e aviões.

Os detalhes finais desta nova força serão vistos pelos ministros Aguad e Patricia Bullrich, ministra de Segurança, em Miami, durante uma reunião com o Comando Sul dos Estados Unidos, que já faz anos que vem proclamando a intervenção das Forças Armadas na segurança interna.

Desde março de 2016, o macrismo tem tentado avançar nessa direção. Como disse na época o jornal Tiempo Argentino, funcionários do Ministério da Defesa que respondem ao ex-carapintada Gómez Centurión trabalhavam em segredo para criar um projeto de lei que permitisse as forças armadas combater crimes comuns.

Depois se conheceu uma reunião entre o Ministério de Segurança, o Ministério da Defesa e membros do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, com o objetivo de realizar “um trabalho coordenado para [conseguir] maior segurança”.

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