O governo Macri cortará bolsas de 360 mil jovens

De acordo com as mudanças anunciadas pelo presidente Mauricio Macri: aumentarão o benefício, mas não o orçamento total alocado ao plano.

FONTE: Tiempo Argentino

O relançamento anunciado pelo governo nacional do plano Progresar terá 360 mil crianças a menos, de acordo com um relatório divulgado pelo Centro de Economia Política Argentina (CEPA). O corte é devido ao fato de que o valor das bolsas será aumentado, mas não o orçamento total para o programa.

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O aumento prometido pelo presidente Mauricio Macri e pelo ministro da Educação, Alejandro Finocchiaro, que elevará as bolsas de estudo a 1250 pesos para jovens que desejam terminar o primeiro grau ou a secundária, causará uma redução de 362 mil bolsas de estudo de acordo com um relatório interno da secretaria da educação a que a CEPA teve acesso.

“Para manter os mesmos subsídios com os aumentos previstos pelo Governo para cada bolsa, seria necessário ter aproximadamente 17,32 bilhões de pesos. Mas apenas 10 bilhões são esperados. O ajuste será então de pelo menos 7320 milhões “, disse Hernán Letcher, diretor da CEPA, ao jornal Página 12.

“Na prática, esse ajuste está vinculado à redução das prestações, que passam de 12 para 10 (2,58 bilhões de pesos) e ao número de bolsas (4740 pesos). Isso representa um corte de quase 380 mil bolsas de estudo para o valor da atualização (1250 pesos). Reiteramos, mais uma vez, que o próprio Governo estima que cortou 362 mil bolsas de estudo “, explicou Letcher.

O plano Progresar, criado no governo de Cristina Fernández, foi relançado por Macri no final de janeiro com mudanças nos eixos centrais do programa, como alcance, universalidade e meritocracia.

Já entre abril de 2015 e dezembro de 2017, o plano perdeu 52% do valor porque não teve atualização.

Conforme resumiu a CEPA, as principais mudanças serão:

– O acesso ao programa não é mais universal e depende do orçamento.

– Deixa de ser um direito para se tornar um sistema de bolsas meritocráticas que depende do desempenho.

– No caso dos estudantes universitários, o plano de bolsa agora exige a aprovação de 75 por cento das matérias que formam o plano de aula para o ano em que o aluno está estudando. Antes, o único requisito era ser um estudante regular, que geralmente envolvia aprovar pelo menos duas disciplinas por ano.

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