Uma multidão contra o ajuste: sindicatos e movimentos sociais lotaram a Av. 9 de Julio

Centenas de milhares de pessoas rejeitaram a política econômica de Maurício Macri. Dirigentes sindicais e líderes sociais exigiram o fim das medidas que “esfomeiam a parte mais sensível da nossa sociedade” e denunciaram a perseguição daqueles que se opõem ao Governo.

FONTE: Página 12

“Vamos preparar os trabalhadores para quando chegar a hora de expressar a vontade democrática. Os “gorilas” (conservadores) não podem mais estar na liderança do país porque querem tirar a dignidade dos trabalhadores e não podemos permitir isso”. Com essa frase, o líder dos caminhoneiros Hugo Moyano fechou a massiva mobilização organizada por sindicatos e organizações sociais que lotaram a Av. 9 de julho para rejeitar as políticas de ajuste aplicadas pelo governo de Maurício Macri.

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Imagem: Leandro Teisseyre

As críticas às políticas econômicas e sociais – que Moyano qualificou de “políticas de fome” – foram o foco dos discursos dos representantes das centrais de trabalhadores presentes (CGT, Corriente Federal, CTA Autônoma, CTEP e CTA dos Trabalhadores).

O titular do sindicato de condutores de caminhões destacou a ampla convocatória de “diferentes setores políticos e ideológicos” conseguida para o chamado 21-F, e disse que as 400 mil pessoas presentes estavam lá “apenas por um objetivo: dizer ao governo, ao presidente, que não continue realizando políticas que trazem fome à parte mais sensível da nossa sociedade “.

O ato começou às 14h45 com as palavras do dirigente sindical Juan Carlos Schmid, que disse que:


“o governo conseguiu endividar o país de forma definitiva e que os ricos estão agora mais ricos e os pobres mais pobres”.


Assim como os que o precederam, Moyano destacou a condição pacífica da mobilização das centenas de milhares de manifestantes que lotaram a Av. 9 de Julho, sem a repressão estatal que ocorrera durante as mobilizações contra a reforma previdenciária (em dezembro passado): “Quem mais deseja a pacificação do país somos os trabalhadores, mas [a pacificação] se faz com salários dignos, se faz com um país onde as crianças comam com dignidade”, insistiu na crítica às políticas do Cambiemos.

O dirigente fechou o ato reforçando a ideia de unidade diante das eleições de 2019: “Companheiros, preparemos os trabalhadores para quando chegar a hora de expressar a vontade democrática, que sempre tivemos. Saibamos escolher e que aqueles que possam ter errado reflitam. Os “gorilas” (conservadores) não podem mais estar na condução do país porque querem tirar a dignidade dos homens de trabalho e não podemos permitir isso “.

Após as palavras de Moyano, a desconcentração foi realizada de forma ágil e sem inconvenientes, apesar da insistente cobertura dos meios de televisão e de alguns meios gráficos que predizeram atos violentos.

Leia o artigo completo (em espanhol) aqui.

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