Desconfiança nos mercados com as políticas do governo Macri eleva o risco-país acima dos 1000 pontos

O indicador de risco de dívida desenvolvido pelo JP Morgan mais uma vez ultrapassou 1.000 pontos base. O nível alcançado é o maior desde 25 de abril, quando fechou em 1012 pontos-base.

FONTE: Página 12

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O risco-país ultrapassou novamente os 1000 pontos base. O indicador chegou aos 1009 pontos no início da semana e continua a corrida inaugurada na última sexta-feira, quando registrou um salto de 5 por cento. A incerteza financeira renovada é transferida para o mercado de câmbio, onde a tranquilidade observada nas últimas semanas começou a se reverter com uma volatilidade renovada que antecipa o fim da colheita da soja e a incerteza eleitoral.

Os 1009 pontos do risco-país evidenciam a inquietação dos detentores de títulos pelas inconsistências da economia macrista, que elevou o dólar a 46 pesos e a taxa de juros acima de 70%, ao mesmo tempo em que solicitou um empréstimo recorde ao FMI para evitar o default com os credores privados.

Héctor Torres, ex-representante argentino perante o FMI em dois períodos, entre 2004- 2008 e 2016-2017, interpretou que “os investidores têm uma oportunidade limitada para deixar a Argentina e podem usá-la em breve”. Essa situação é o que parece estar refletindo o novo aumento do risco-país.

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