Dois anos após o desaparecimento de Santiago Maldonado, a família exige que a causa seja reaberta

Em 1º de agosto de 2017, Santiago Maldonado desapareceu quando tentou atravessar o rio Chubut, fugindo da Gendarmeria, no âmbito de uma operação repressiva. Seu corpo foi encontrado 77 dias depois, deixando centenas de questionamentos sem respostas. Por esta razão, seu irmão Sergio convocou uma mobilização na Plaza de Mayo às 17h.

FONTE: Política argentina

Este 1 de agosto cumprem-se dois anos do desaparecimento seguido de morte do artesão Santiago Maldonado, após a repressão da Gendarmaria Nacional contra a comunidade indígena RAM (Resistência Ancestral Mapuche). “Dois anos depois do desaparecimento forçado seguido da morte de Santiago, quero convocá-los à Plaza de Mayo, onde vamos pedir justiça para Santiago, que o processo não seja fechado e pelo fim da impunidade”, disse Sergio, irmão de Santiago.

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A família de Maldonado ainda acredita que o jovem foi sequestrado pelas Forças de Segurança, morto e jogado no rio.


Em 2017, Santiago viajou para Chubut para se juntar à causa da RAM Mapuche no Pu Lof de Cushamen.

Em 1 de agosto, enquanto participava de um protesto, a Gendarmeria -força militarizada nacional- reprimiu violentamente os manifestantes. Maldonado teve que correr  ao lado de seus companheiros de equipe e se jogou no rio Chubut. Foi a última vez que foi visto com vida.

Seu corpo foi encontrado 77 dias depois no rio Chubut. Em todo o caso, centenas de perguntas ficaram sem resposta. Em novembro de 2018, o juiz federal de Rawson, Gustavo Lleral, encerrou a investigação. Ele concluiu que não houve desaparecimento forçado e negou a responsabilidade da força nacional. Portanto, o único réu no caso, o agente da Gendarmeria Emmanuel Echazú, foi absolvido, e até promovido pela Ministra da Segurança Patricia Bullrich.

“Nenhuma investigação foi feita até que o corpo de Santiago apareceu”, apontou a advogada da família de Maldonado, Verónica Heredia, e detalhou as irregularidades que existem no caso e na decisão do magistrado de arquivá-lo.

#NoAlCierredelaCausa, #JusticiaPorSantiago, #ElEstadoEsResponsável, serão os hastags com os quais a família de Maldonado convoca a sociedade a dois anos da morte de Santiago.

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