Dados oficiais confirmam o óbvio: os salários continuam a perder para a inflação

Os salários registraram uma melhora de 2,8% no mês em maio e 38,4% em doze meses. Contudo, a renda salarial ficou bem abaixo da inflação de 3,1% no quinto mês do ano e de 57,3% anual, o nível mais alto desde 1991.

FONTE; En Orsai

Os números do Indec mostram que os salários no setor registrado tiveram um crescimento de 3,6% ao mês e 40,1% ano a ano. Este desempenho é explicado por um aumento entre os assalariados privados de 4,2 por cento em relação a abril, que supera a inflação, embora em comparação com o mesmo mês do ano passado, permaneceu abaixo da alta dos preços, marcando 39,6 por cento.

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O Ministério do Trabalho informou na semana passada que a renda média dos trabalhadores do setor privado em maio teve uma contração anual de 8,1%.

O relatório do INDEC – Instituto Nacional de Estatísticas e Censos – também fornece dados sobre trabalhadores estatais e precários. O primeiros tiveram um aumento de 2,4% mensal e de 40,9% anual, ambas as medições abaixo dos aumentos de preços.

O setor privado sem carteira assinada teve uma queda de 0,2% em maio e 32% em doze meses. A deterioração da capacidade de compra dos salários é combinada com um processo de precarização e destruição dos empregos. O nível de emprego com carteira assinada acumula nove meses consecutivos de queda.


Em maio, houve uma queda de 8100 empregos com carteira assinada, e em abril 217,100 a menos do que um ano atrás.


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