Depois do discurso de Macri, o dólar subiu cinco pesos e o risco país disparou para 1.925 pontos

Nem mesmo a venda de mais US$ 248 milhões pelo Banco Central impediu que a moeda norte-americana chegasse a ser negociada a $ 63 no Banco Nación.

FONTE: La Política Online

O pacote de medidas anunciado por Macri para tentar reconquistar os votos dos eleitores desencantados não foi bem recebido pelo mercado. Após as palavras do presidente, o dólar subiu três pesos e o risco país atingiu 1.925 pontos base. Horas depois, a moeda norte-americana acumulava um aumento de cinco pesos e era vendida a $ 63 no Banco Nación, apesar da forte intervenção do Banco Central no mercado cambiário.

“A reação do mercado foi muito ruim, estamos em um cenário em que o mercado, a quatro meses do fim do mandato, não acredita em nada que Macri diz. Agora eles devem fazer o controle de perdas para gerenciar uma transição ordenada, porque ainda falta muito tempo até 10 de dezembro”, disse o analista financeiro Christian Buteler à La Política Online.


O problema está na falta de confiança diante de constantes contradições nas medidas oficiais, que parecem não ter uma direção clara.


Enquanto o ministro de economia Dujovne enfatizou, durante anos, a impossibilidade de estimular a demanda agregada para poder cumprir as metas fiscais, hoje, apressadamente, um pacote de $ 40 bilhões é lançado sem justificar sua fonte de financiamento.

Isso não apenas agrava o resultado fiscal e significa forçar o acordo com o FMI, como também gera mais dúvidas sobre a capacidade de pagamento do país. Não por acaso, o risco-país ultrapassou os 1.900 pontos base, igual que em outubro de 2001.

Dessa forma, as ADRs das empresas argentinas em Wall Street caem até 13% e o dólar começa a ser negociado a $ 59,50 no atacado, e a $ 63 no Banco Nación, apesar do leilão de quase 250 milhões de dólares do Banco Central, o máximo autorizado pelo FMI.

Os analistas falam da falta de soluções substantivas e do panorama crítico observado no cronograma financeiro no contexto dessa volatilidade.LPO_1

Isso se refletiu na licitação da Letes (títulos públicos) na terça-feira, onde Dujovne teve que suspender a colocação da dívida até março de 2020, e só pode emprestar US$ 409 milhões com vencimento a apenas três meses, pagando uma taxa de 7%, 3 pontos percentuais acima do que ele estava fazendo.

“A coisa mais importante é saber o que eles vão fazer com as reservas. É urgente que proponham um novo programa financeiro”, disse Javier Alvaredo da ACM.

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