Segundo debate eleitoral: poucas surpresas e muitas mentiras de Macri

Sob um inusitado e desmedido esquema de segurança, com ruas fechadas e muita presença militar, se desenvolveu o segundo debate, com Alberto Fernández cuidando os 20 pontos de vantagem, um Macri agressivo fazendo o papel de opositor, e os outros 4 candidatos tentando consolidar seus respectivos nichos eleitorais.

A tarde de domingo 21 encontrou as ruas da Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires (UBA) com um forte esquema de segurança policial, presença inusitada de militares e ruas interditadas pela realização do segundo debate dos 6 candidatos que disputarão as eleições no próximo domingo 27.

Como numa dança ensaiada, Mauricio Macri mostrou uma tática bem agressiva e partiu para o ataque do candidato da Frente de Todos, Alberto Fernández, com dois claros propósitos: consolidar-se como o principal líder da oposição a partir de 10 de dezembro – liderança disputada por María Egenia Vidal, atual governadora da província de Buenos Aires, e Horacio Rodríguez Larreta, atual prefeito da cidade de Buenos Aires- e, na medida do possível, encurtar a diferença de 20 pontos que, segundo as enquetes mais cautelosas, o separam da chapa Fernández-Fernández. Não poupou mentiras relacionadas com sua gestão de governo, nem as típicas “chicanas” antiperonistas que seus simpatizantes repetem irreflexivamente até o paroxismo, nem as promessas para 1 de janeiro de coisas que ele deveria ter feito como presidente.

Já o candidato da oposição se defendeu de maneira cautelosa, porém firme, cuidando a vantagem obtida com a vitória nas primárias de 11 de agosto (PASO), que foi se alargando na campanha eleitoral. Grande foi seu esforço para desfazer as mentiras do atual presidente que, dada a rigidez do formato do debate, nem sempre foi possível. Também apontou os alarmantes índices de inflação, pobreza e desemprego gerados no governo de Macri. Na sua fala final, que encerrou o debate, se comprometeu a unir os argentinos –principal promessa de Mauricio Macri em 2015- e acusou a atual coalizão de governo de fazer o contrário.  

Imagem: El Destape

Após o debate, a consultora Raúl Aragón e Asociados realizou a primeira enquete de opinião minuto a minuto, com aproximadamente 1500 pessoas que responderam à pergunta: Qual desses candidatos presidenciais venceu o debate?

A análise mostrou que 44,2% optaram por Alberto Fernández (Frente de Todos), seguido por Mauricio Macri (Juntos por el Cambio) com 33%. Em terceiro lugar ficou o mediático candidato José Luis Espert (do neoliberal Unite), com 6,9%, que também proferiu as frases mais irreverentes da noite.

Atrás ficaram Roberto Lavagna (Consenso Federal), ex-ministro de economia de Néstor Kirchner, com 3,6%; Nicolás del Caño (Frente de Izquierda) com 2,7%; e, finalmente, Juan José Gómez Centurión (NOS) com 0,9%.

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