Por ordem da Justiça, Macri não poderá deixar o país a partir de 10 de dezembro

Um grupo de advogados, que tem denúncias penais contra o presidente Mauricio Macri, pedirá aos diferentes tribunais que o proíbam de deixar o país quando seu mandato terminar.

FONTE: Primereando las noticias

O presidente é acusado em mais de 200 casos por associação ilícita, enriquecimento, abuso de autoridade e falsificação de documentos públicos. Entre os mais significativos estão os Correios da Argentina, pedágios, Avianca, lavagem de dinheiro e a causa “parques eólicos”.

A causa do Correio da Argentina é sem dúvida a mais completa para o presidente argentino. A empresa de serviços postais do estado foi concessionada pela família Macri entre 1997 e 2003, quando o ex-presidente Nestor Kirchner decidiu rescindir o contrato, porque a empresa da família Macri havia pago apenas a taxa do primeiro ano. Ou seja, em 2001, ele devia à administração pública mais de 296 milhões de pesos (na época equivalentes a dólares pela Lei de Conversibilidade).

Em 2016, com Macri no poder, o Estado assinou um acordo “abusivo” em detrimento dos cofres públicos que implicava, de acordo com a investigação da promotora Gabriela Boquín, o perdão de 98,87% da dívida. Sideco e Socma, as empresas da família do presidente, economizariam mais de 4.65 bilhões de pesos (cerca de US$ 84.485.448). “Eu errei”, disse o presidente quando perguntado pela imprensa depois que o escândalo estourou.

A segunda causa que preocupa o presidente é conhecida como pedágio. Aqui ele está novamente envolvido com uma empresa da própria família. É que a empresa Autopistas del Sol (Ausol), do grupo SOCMA, empresa da família Macri, teria se beneficiado no processo de renegociação do contrato de concessão Acceso Norte, uma rodovia em Buenos Aires. O que na Argentina é chamado figurativamente de ‘estar nos dois lados do balcão’. Segundo denunciaram os deputados Tailhade, Moreau, Grana e Castagneto, alguns dias antes de assumir Macri, uma denúncia foi apresentada ao CIADI, o tribunal internacional do Banco Mundial, reivindicando ao Estado nacional a soma de 1.10 bilhões de dólares em atraso de tarifas.

O governo de Macri concordou em pagar à empresa do Grupo Macri uma reparação de 499 milhões de dólares e usou a negociação do conflito para finalizar a renovação do contrato de pedágio na Pan-Americana, que era o objetivo real.

A terceira causa é a dos parques eólicos. A Justiça federal tenta determinar se o governo de Macri favoreceu as empresas da família presidencial para que ficassem com seis contratos de parques eólicos da empresa espanhola Isolux Corsan, sem concurso público, e depois revendê-los por uma quantia quatro vezes maior.

A outra causa pela que terá que responder é a lavagem de dinheiro dos parentes de Mauricio Macri e dos demais funcionários do governo, algo que o presidente modificou por decreto. Outras causas sensíveis do presidente são o Panama Papers, a construção do túnel para a linha de trem Sarmiento e a venda da MaCaier, a companhia aérea da família Macri para a empresa Avianca.

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