A ditadura da Bolívia acusa jornalistas argentinos de delito de sedição e sai à caça deles

A ministra da Comunicação boliviana afirmou que a imprensa internacional pode ser presa por “trabalhar” para “grupos de choque que geram violência no país e assustam as pessoas e [fazem que] se ajoelhem por temor”.

FONTE: Política argentina

A ministra da Comunicação da ditadura da Bolívia, Roxana Lizárraga, acusou a imprensa internacional de delito de “sedição” e os jornalistas argentinos tiveram que se refugiar em “Los Altos”, onde estão concentrados os militantes do presidente vítima do golpe de Estado, Evo Morales.

“Eles estão trabalhando nos grupos de choque que geram violência no país para assustar as pessoas [e fazer que] se ajoelhem por medo”, disse a ministra sobre os jornalistas em entrevista coletiva.

“A mídia estatal também tem que mudar, os meios que foram tomados pelo Movimento Ao Socialismo [MAS, partido de Evo Morales], têm que mudar a linha [editorial], agora temos que fazer um jornalismo real, um jornalismo irreverente ao poder, mas também um jornalismo para os bolivianos”, acrescentou em tom de ameaça.

Lucio López, operador de câmera do canal de TV argentino Telefe, gravou uma mensagem na qual forneceu uma história comovente sobre como eles estão sendo “caçados” e expulsos de La Paz, enquanto esperava em um hotel ser resgatado e trasladado para outro lugar,

“Estão nos evacuando, estamos com todas os equipamentos já preparando para partir para Los Altos, cuidam de nós, e bom… trabalharemos o que pudermos a partir daí e veremos o que o canal decide se nos retira [da cobertura] ou não”, afirmou. Além disso, acrescentou: “É uma pena que, por dizer a verdade, você tenha que sair correndo como um criminoso, somos tratados como sediciosos pela mídia. É uma vergonha”.

NT: Na Bolívia, a sedição está tipificada no Código Penal no artigo 123: “Será sancionado com reclusão de um a três anos quem sem desconhecer a autoridade do Governo legalmente constituído, se levantar em pública e aberta hostilidade, para destituir um funcionário público, impedir a sua posse ou se opor ao cumprimento das leis, decretos ou resoluções judiciais ou administrativas, exercer algum ato de ódio ou vingança à pessoa ou bens de alguma autoridade ou dos particulares ou transtornar ou turvar de qualquer outro modo a ordem pública. Os funcionários públicos que não tivessem resistido uma rebelião ou sedição por todos os meios ao seu alcance sofrerão reclusão de um a dois anos”.

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