A OMS selecionou a Argentina entre os 10 países que buscarão a cura para o coronavírus

Será parte de um “mega-ensaio” para avaliar a eficácia de quatro tratamentos possíveis contra a COVID-19.

FONTE: El Destape

Ministro da Saúde Ginés González García.

Por Nicolás Lantos

A Organização Mundial da Saúde selecionou a Argentina para fazer parte do Solidarity, seu primeiro “mega-ensaio”, onde será avaliada a eficácia dos quatro tratamentos que até agora se apresentam como os melhores encaminhados para a cura do coronavírus. O ministro da Saúde, Ginés González García, confirmou na tarde da quinta–feira a participação do país no grupo inicial de dez, que começará os testes clínicos.

O projeto havia sido anunciado na semana passada pelo chefe da OMS, o etíope Tedros Adhanom, que o apresentou como “um estudo internacional e massivo destinado a gerar os dados necessários e suficientes para saber quais tratamentos são mais eficazes”. Este é o esforço coordenado global mais importante da história, destacaram na OMS e é financiado por doações de mais de 170 mil indivíduos e organizações.

Milhares de pacientes de todo o planeta participarão do programa Solidarity. O grupo inicial de países onde será implantado, além da Argentina, inclui Espanha, França, Noruega, Suíça, Canadá, África do Sul, Irã e Tailândia. O objetivo será avaliar tratamentos medicamentosos já comprovados e também terapias experimentais que já estão em estado avançado: o tempo é um dos fatores-chave na equação.

Os testes focarão, inicialmente, em quatro maneiras possíveis de encontrar a cura. Serão avaliados o antiviral chamado remdesivir, destinado a combater o Ebola e que mostrou bons resultados na inibição de outros tipos de coronavírus; os antimaláricos cloroquina e hidroxicloroquina, de setenta anos de antiguidade; a combinação de lopinavir e ritonavir, dois medicamentos anti-HIV; e a mesma combinação, mas com a adição de outro medicamento chamado interferon beta.

As terapias serão testadas em pacientes que atendam a certas características e deem seu consentimento legal. O desenho do estudo não considera o duplo-cego, o padrão usual para evitar desvios devido ao efeito placebo, porque a OMS prefere sacrificar alguma eficácia para acelerar os tempos do estudo. Devido às características dinâmicas da pandemia combatida, o programa pode ser modificado a qualquer momento para incluir mais medicamentos ou países nos testes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s