COVID-19: cientistas argentinos decifraram o genoma do vírus, um avanço para obter a vacina

A pesquisa foi realizada no Instituto Malbrán. O avanço permite garantir a qualidade do diagnóstico e contribuir para o desenvolvimento de uma vacina representativa das cepas locais e regionais.

FONTE: Contexto

Por: Alejandro Palladino

Técnicos e cientistas do Instituto Malbrán decifraram o genoma local do COVID-19. Esse avanço garantirá a qualidade do diagnóstico e contribuirá para o desenvolvimento de uma fórmula representativa de vacina para cepas circulantes nos níveis nacional e regional.

A pesquisa do Instituto, dependente do Ministério da Saúde da Nação, visa conhecer a dinâmica e a diversidade da população viral SARS-VOC-2 e as rotas de transmissão na Argentina.

As informações obtidas serão úteis para garantir a qualidade do diagnóstico, complementar a vigilância epidemiológica e contribuir para o desenvolvimento de uma fórmula de vacina representativa para cepas circulantes no país e na região.

O procedimento foi realizado a partir de amostras de pacientes argentinos infectados, derivadas no âmbito da vigilância nacional da COVID-19, e o resultado foi enviado à plataforma Global Initiative on Sharing All Influenza Data (GISAD), que o aprovou imediatamente. Essa entidade é dedicada ao armazenamento de dados de sequência genética do vírus influenza, com base em estudos de diferentes partes do mundo.

O presidente Alberto Fernández, juntamente com o ministro da Saúde, Ginés González García, e o secretário-geral da Presidência, Julio Vitobello, parabenizaram os cientistas que conseguiram sequenciar com sucesso o genoma em pacientes argentinos. Foi ontem, durante o Dia Mundial da Saúde.

“Admiro o trabalho realizado por nossos cientistas no Instituto Malbrán, o mesmo local em que dois ganhadores do Prêmio Nobel da Argentina trabalhavam: Bernardo Houssay e César Milstein”, disse o presidente. “Continuem assim. Os argentinos e as argentinos estamos em dívida com esses profissionais e técnicos. Mais uma vez, estão fazendo história “, acrescentou.

Por sua parte, o Ministro da Saúde da Nação, Ginés González García, destacou a conquista e indicou que “é muito importante não apenas para o presente, mas para o futuro, porque os vírus não são todos iguais e esta investigação foi capaz de determinar a origem desses vírus e quais características têm. Isso serve para que, quando a vacina for feita, inclua as características do vírus local”, explicou o ministro.

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