Afirmam que o modelo argentino poderia ter salvo milhares de vidas em todo o mundo

São projeções da Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah (KAUST), na Arábia Saudita, com base no número de mortos atuais e dos que morrerão nos próximos meses.

FONTE: Portal de noticias

A quarentena obrigatória imposta na Argentina em 20 de março, rejeitada por muitos setores do país, com a escusa de salvar a economia, evitou milhares de mortes. Assim ficou demonstrado pelo presidente Alberto Fernández na última conferência de imprensa quando, mediante slides, mostrou que naquele momento, a Argentina teria mais de 45.000 infectados e não os quase 3.500 confirmados até então. No resto do mundo, avaliam o isolamento argentino e garantem que ele poderia ter evitado centenas de milhares de mortes, as já produzidas e as que ainda estão por vir, caso fosse aplicado por outros países.

Levando em consideração as mortes por coronavírus registradas pela Universidade Johns Hopkins e os dados globais fornecidos pelas Nações Unidas, o projeto internacional Covid Compass, coordenado pelo espanhol Carlos Duarte da Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah (KAUST), na Arábia Saudita, descobriu que o isolamento social poderia ter evitado a morte de 73.000 pessoas na Espanha, 124.000 na Coréia do Sul, 65.000 nos Estados Unidos, 155.000 na Itália, 71.000 na França e 30.000 na Alemanha e no Reino Unido.

Alberto Fernández mostra como a Argentina achatou a curva de contágio.

Com base no modelo SIR (com casos Suscetíveis, Infectados e Recuperados) desenvolvido pelo professor David I. Ketcheson, da KAUST, os especialistas levaram em consideração o número de mortes diárias registradas em cada país, que no caso da Espanha era de cerca de 900 casos no pior momento da pandemia.

Também foram considerados relatórios sobre taxas de mortalidade, período médio de infecção e taxa reprodutiva da infecção por Covid-19, por exemplo, em casos como o do navio Diamond Princess, que ficou retido por várias semanas em Tóquio, enquanto seus passageiros e tripulantes estavam lidando com o vírus, ou o primeiro surto da cepa, que ocorreu em Wuhan, na China.

Além disso, foi analisada a disseminação rápida e letal em países europeus como Itália, Espanha, França ou Reino Unido e nos Estados Unidos.

Com base em todos esses números, o modelo conseguiu determinar a eficácia das medidas adotadas por cada país diante da pandemia, desde o isolamento social compulsório até a suspensão de algumas atividades e medidas de precaução, como o uso geral de máscara.

“Além de reduzir a mortalidade, as medidas de confinamento diminuem a pressão sobre o sistema de saúde e seu pessoal”, o que favorece o tratamento correto de outras patologias, segundo os especialistas após a experiência. Os cientistas reconheceram que o número de mortes evitadas pelo isolamento na Espanha é “significativo”, mas também que é “menos” do que poderia ter sido se as intervenções de redução e cessação tivessem sido tomadas “mais cedo”. (Com informações do programa Minuto Uno)

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