Washington Post também denunciou a espionagem macrista a jornalistas

O jornal norte-americano ecoou o escândalo que está abalando a Argentina pelas práticas ilegais do governo de Mauricio Macri. Também lembrou as causas da corrupção que estão sendo processadas contra o ex-presidente.

FONTE: Portal de noticias

O prestigiado jornal americano ecoou o escândalo que está abalando a Argentina em meio à pandemia de coronavírus. De acordo com o relatório, uma planilha do Excel enviada aos tribunais na sexta-feira e divulgada no domingo listou 402 jornalistas espionados pelo serviço de inteligência do Estado. Aparentemente, os jornalistas haviam solicitado o credenciamento para cobrir as cúpulas da Organização Mundial do Comércio ou do G20 agendadas para 2018 na administração Macri.

Dez dos listados eram funcionários ou freelancers que trabalhavam para a Associated Press. Também aparecem na lista jornalistas de mídias internacionais como Reuters, Bloomberg, AFP e CNN.

“Uma lista do Excel apresentada na Justiça na sexta-feira e divulgada no domingo revela os nomes de 402 jornalistas credenciados para cobrir a Cúpula do G20 em 2018”, afirma o artigo do Washington Post, acrescentando que a mesma “continha breves referências à posições de alguns desses jornalistas sobre questões policiais ou sociais, muitas tiradas de publicações nas redes sociais, embora a maioria não tenha comentado, ou simplesmente observou que a pessoa trabalhava em um pequeno veículo de mídia”.

A nota acrescenta que este documento foi apresentado para apoiar a acusação de “espionagem sem ordem judicial” contra a administração anterior da AFI (Agência Federal de Inteligência), que durante o governo Macri foi comandada por Gustavo Arribas (denunciado na operação Odebrecht)* e Silvia Majdalani, diretora e vice-diretora da agência, respectivamente.

Além disso, o Washington Post alertou que o Fórum Argentino de Jornalismo está acompanhando o caso “com atenção e preocupação” e disse que “essas práticas são intransigentes em uma democracia”. Do jornal da capital dos Estados Unidos, Doerpon também informa que o ex-presidente Mauricio Macri está sendo investigado, entre outras causas, por tentar se livrar de uma dívida de uma das empresas de sua família com o Estado, por um contrato de um parque eólico e por financiamento irregular de campanhas eleitorais.

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