Argentina conseguiu reestruturar 99% da dívida com credores estrangeiros

Com Cristina e todos os governadores ao seu lado, o presidente Fernández e o ministro da Economia Guzmán destacaram a alta aceitação obtida de 93% dos credores estrangeiros o qual, devido à ativação das Cláusulas de Ação Coletiva, fez o percentual subir para 99%.

FONTE: Política argentina

Depois de meses de negociação e em meio às pedras que uma parte da oposição pôs incansavelmente, o presidente Alberto Fernández anunciou os resultados da troca de dívida proposta pelo Governo: Argentina conseguiu reestruturar quase toda a dívida externa emitida sob jurisdição dos Estados Unidos.

“A oferta foi amplamente aceita por nossos credores”, anunciou o ministro da Economia, Martín Guzmán, que especificou que “99% da dívida pública em moeda estrangeira sob lei estrangeira já foi reestruturada”, visto que, especificamente, aderiram 93,55% dos titulares de títulos públicos, o que acionou as Cláusulas de Ação Coletiva e, portanto, forçou a aceitação daqueles que não entraram na troca.

O Presidente e Guzmán estavam acompanhados pela vice-presidenta Cristina Fernández de Kirchner e todos os governadores, inclusive o prefeito da cidade de Buenos Aires, o opositor Horacio Rodríguez Larreta.

Os níveis de aceitação alcançados pelo Governo são sem precedentes, na medida em que ultrapassam os próprios números que o país alcançou nas suas mais recentes reestruturações de dívida. Em 2005, a gestão de Néstor Kirchner atingiu 76% – num contexto muito mais complexo pelas condições financeiras do mundo – e em 2010, 92%. Naquela oportunidade, não ter conseguido a aceitação plena dos credores implicou o aparecimento de fundos abutres que litigaram contra o Estado nos tribunais de Nova York, com Paul Singer à frente, o mesmo que Mauricio Macri pagou todo o valor integral que que eles reivindicaram, sem descontos.

“Saímos de uma virtual inadimplência”, comemorou Guzmán, que especificou que o sucesso das negociações do governo “implica que a Argentina terá um alívio nos próximos anos de US $ 37,7 bilhões” que “permite um horizonte para a aplicação de políticas públicas. Sem a reestruturação, seria um processo devastador. Implicaria mais ajuste num momento de recessão. Agora temos condições de estabilidade cambial e de financiamento [no exterior] a um custo mais baixo”, explicou o ministro.

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