Na Argentina começa a distribuição do soro equino contra COVID-19

É o “CoviFab”, uma imunoterapia inovadora baseada em anticorpos policlonais que mostrou reduzir a mortalidade em 45% dos enfermos de COVID-19.

FONTE: Portal de Noticias

O soro equino hiperimune foi desenvolvido por pesquisadores argentinos para o tratamento de pacientes adultos com quadros moderados a graves do coronavírus. Foi aprovado pela ANMAT (Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología Médica) no final de dezembro, e estará disponível a partir desta segunda-feira para uso hospitalar e sob prescrição de clínicas, planos de saúde ou ministérios da saúde provinciais que o solicitem.

A confirmação foi feita por Fernando Goldbaum, diretor do Centro de Redesenho e Engenharia de Proteínas da Universidade Nacional de San Martín (CRIP-Unsam) e sócio fundador da empresa de biotecnologia Inmunova -duas instituições fomentadoras do projeto- explicou que “o fornecimento de anticorpos exogenamente por esta imunoterapia passiva, em pacientes que estão piorando e não desenvolvem sua própria resposta imunológica a tempo, permite prevenir a proliferação viral e dar  tempo para desenvolver suas próprias defesas, evitando a inflamação respiratória generalizada causada por esta doença”.

Este estudo clínico de fase 2/3 que produziu estes resultados e no qual se baseou a ANMAT para o «registo em condições especiais» deste medicamento, envolveu também «a demonstração pela primeira vez a nível mundial que uma imunidade passiva baseada em anticorpos tem um efeito clinicamente relevante em pacientes hospitalizados graves”.

O estudo clínico em 242 pacientes adultos (18 a 79 anos) permitiu verificar “de forma conclusiva” que o medicamento é “muito seguro e seus efeitos adversos muito leves”, o que foi decisivo para a aprovação da ANMAT.

Em nível global, estão sendo realizados ensaios clínicos com soros de equinos no Brasil, México e Costa Rica, mas em estágios “menos avançados que o nosso”.

Existem três características principais desse soro: ele fornece imunidade passiva e anticorpos policlonais gerados por hiperimunização.

“Um tratamento de imunidade passiva significa que os pacientes recebem anticorpos gerados em outro organismo, neste caso, um cavalo que foi hiperimunizado por uma proteína que funciona como um antígeno e é aquela usada pelo vírus (de Covid-19) para entrar na célula”, explicou.

O cientista explicou ainda que esse tratamento pode ser “eventualmente complementar” a outros como o soro de pacientes convalescentes – comumente chamado de “plasma” de pessoas recuperadas – ou os anticorpos monoclonais que estão sendo desenvolvidos “nos EUA, Coréia e outros países”.

O soro equino hiperimune é o resultado do trabalho de coordenação público-privada liderado pelo laboratório Immunova, BIOL, a Administração Nacional de Laboratórios e Institutos de Saúde «Dr. Carlos G. Malbrán »(Anlis), com a colaboração da Fundación Instituto Leloir (FIL), Mabxience, Conicet e Unsam. A distribuição e comercialização serão feitas por meio do laboratório Elea.

Mais informações em espanhol: https://portaldenoticias.com.ar/2021/01/11/comienza-la-distribucion-del-suero-equino-hiperinmune-desarrollado-en-argentina/

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