8M: greve feminista e marchas contra a violência machista e os feminicídios

Como acontece há cinco anos, o dia começou com uma “Greve Internacional Feminista Produtiva e Reprodutiva”, uma iniciativa que percorre o mundo. Em seguida, uma multidão marchou em direção ao Congresso com vária reivindicações, a principal foi “Chega de feminicídios!”.

FONTE: Política argentina

Com a reivindicação “Chega de feminicídios! Chega de medidas cautelares que não funcionam e juízes e promotores sem visão de gênero que olham para o outro lado”, mulheres marcharam neste 8M tendo a justiça patriarcal como principal alvo de contestação.

As organizações sociais, políticas e sindicais também desenvolveram diversas atividades, conferências de imprensa, concentrações e eventos, que culminaram perante o Congresso Nacional argentino.

Os arredores da Plaza de Mayo, o Obelisco e a Plaza Del Congreso foram epicentros de uma maré de manifestantes, que mais uma vez exigiram da justiça um empenho na defesa das vítimas e maior celeridade na condenação dos feminicídios.

Marcha de Mulheres em Buenos Aires

A “superexploração do trabalho que a crise pandêmica” impôs a “mulheres, lésbicas, bissexuais, travestis, trans e não binárias”, a falta de medidas preventivas para evitar o feminicídio por uma justiça patriarcal, a cota de trabalho trans, o necessidade de políticas públicas que promovam a autonomia econômica das mulheres e políticas de atenção integral são algumas das demandas.

Até agora, em 2021, de acordo com estatísticas da ONG La Casa del Encuentro, um total de 50 femicídios e 1 transfeminicídio foram cometidos na Argentina. Este número significa que uma mulher é morta a cada 30 horas. Como consequência, entre 1º de janeiro e 28 de fevereiro deste ano, 62 crianças e adolescentes ficaram sem mãe.

Durante o isolamento, muitas mulheres tiveram que ficar em quarentena com seus agressores. Os alertas foram ativados e os poderes do Estado tiveram de adaptar as medidas de acompanhamento às vítimas. De acordo com dados do Ministério da Mulher, Gênero e Diversidade, as ligações para a linha 144 em 2020 aumentaram em média 21,4 por cento em comparação com 2019.

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